"A todos os visitantes de passagem por esse meu mundo em preto e branco lhes desejo um bom entretenimento, seja através de textos com alto teor poético, através das fotos de musas que emprestam suas belezas para compor esse espaço ou das notas da canção fascinante de Edith Piaf... Que nem vejam passar o tempo e que voltem nem que seja por um momento!"


9.10.11



Uma bailarina sem pés, uma ave sem asas

I
Cubro-te de beijos. Percorro-te. Desenfreadamente. A maciez da pele, o respirar tosco, o olhar sibilante. Sou das tuas mãos. Do teu amor. Aconchego-te a roupa, enrosco-me no teu calor. Sou um gato, uma bailarina doida. Uma bailarina sem pés, uma ave sem asas. Sou do teu amor. Deixo-me estar. E um rio? um silêncio? uma forma de música invade-me o corpo. Sou o sol. E tu a luz.

II
Pinto-te as cores. Peço-te os minutos, as asas e os pés. Mio. Quero ser um gato. Enroscar-me no teu calor, pertencer ao teu carinho. Peço-te os minutos, as asas e os pés. Sou uma bailarina, numa dança tosca, onde percorro a maciez da tua pele, onde me perco no teu olhar. E sonho o sol. Os dias de sol ao quadrado.

Agripina Roxo

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2 comentários:

  1. Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Azues. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





    Narroterapia:

    Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



    Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

    http://narroterapia.blogspot.com/

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"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

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