"A todos os visitantes de passagem por esse meu mundo em preto e branco lhes desejo um bom entretenimento, seja através de textos com alto teor poético, através das fotos de musas que emprestam suas belezas para compor esse espaço ou das notas da canção fascinante de Edith Piaf... Que nem vejam passar o tempo e que voltem nem que seja por um momento!"


2.2.10

Lapsum

No lapso entre a eternidade e a alma
Equilibra-se a pluma de um arcanjo
Na qual o madrigal de um doloso drama
Flui como sombra de um passado espanto

Aurora pálida que brilha como lâmpada
No tempo da beleza e do espírito
Que demarca as notas da tola alvorada
Vaidade que atravessa, cruel, o infinito

Abre-se como um leque o meu desejo
Enquanto de rendas e lágrimas me visto
Tecido que abraça o corpo com tal gracejo
Do cetim, da ópera, dos nobres, do imprevisto.

Nem liras, nem claves satisfazem o olhar
Que me fita com o esnobismo de uma gueixa
Neste olhar repousam jóias feitas de ar
Como rubi estilhaçado que em meus dedos deixa

E nas ruínas, no nada, naquilo que restou
Escorre na escuridão a forma bela e alva
Um prisma de luz que és tu e é o que sou
No lapso entre a eternidade e a alma.

Jessica Katleen

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2 comentários:

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...

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