
Por vezes, consigo suportar o teu silêncio
Volto a pensar em ti.
E por um momento, por motivo nenhum, tenho esperança.
Acredito: estaremos juntos. Um dia, qualquer dia.
[…]
… há sonhos, há amores, que não devem ser concretizados, que não podem ser concretizados; basta que exista a mera possibilidade de os concretizar. Basta que exista uma escolha.
Percebes?
Por vezes, também penso que é suficiente amar-te, que a concretização (ou até a correspondência) desse amor apenas corromperia a perfeição do sentimento que me une a ti. Por vezes, penso: amar é uma forma de ser amado.
E consigo suportar o teu silêncio. Por vezes.
A esperança é o mais inconsequente e fútil dos sentimentos;
ou o mais abnegado e sublime?
Diz-me tu.
Paulo Kellerman
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