
Evanescências...
Dou alguns passos pela estrada prateada no brilho de um
luar. Olho as cercanias envolvidas pelo cinza da cerração
constituída de algodão orvalhado.
Não é tarde, mas a tarde se apressa em chegar no breu
da noite evanescente.
É mais uma caminhada em direção ao nada...
Lá, bem distante, quase que sem vista, a miragem quer
que eu me transforme num órfão da escuridão.
Lá, bem distante, sempre é igual. Penso encontrá-la, mas
novamente seu vulto desaparece no final do túnel da ilusão.
Julio Sampietro
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Dou alguns passos pela estrada prateada no brilho de um
luar. Olho as cercanias envolvidas pelo cinza da cerração
constituída de algodão orvalhado.
Não é tarde, mas a tarde se apressa em chegar no breu
da noite evanescente.
É mais uma caminhada em direção ao nada...
Lá, bem distante, quase que sem vista, a miragem quer
que eu me transforme num órfão da escuridão.
Lá, bem distante, sempre é igual. Penso encontrá-la, mas
novamente seu vulto desaparece no final do túnel da ilusão.
Julio Sampietro
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