Segredo
É este o meu segredo -
fechar-me, calar-me, adormecer espantosamente.
Sem mover os dedos,
sem abrir os lábios,
irei devagar, mais tarde, à hora do sol que se
apaga,
à beira de um rio negro,
quando o coração pára.
Serei apenas um homem sem nome,
caminhando ao acaso, pelas ruas de uma cidade
que devora a sua luz.
Não quero ser mais nada.
Sou a estátua cega, sou de dentro, e por dentro
me perdi.
José Agostinho Baptista
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...e por dentro me perdi...
ResponderExcluirLindo.
Beijo
Ana
Lindo o poema... ótimo tema.
ResponderExcluirSerei apenas um homem sem nome..... que sem ser dito pelo poema, está à procura de ti!
Beijos de um homem feioso e simples......
Uma boa escolha poética.
ResponderExcluirGostei.
Helena, querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijo.
Helena,
ResponderExcluir"...Sou de dentro e por dentro me perdi..."
Esta frase diz tudo e cala-nos por dentro...
Belíssimo poema.