4.1.13


 
  Segredo 

É este o meu segredo -
fechar-me, calar-me, adormecer espantosamente.

Sem mover os dedos,
sem abrir os lábios,
irei devagar, mais tarde, à hora do sol que se
apaga,
à beira de um rio negro,
quando o coração pára.
Serei apenas um homem sem nome,
caminhando ao acaso, pelas ruas de uma cidade
que devora a sua luz.

Não quero ser mais nada.
Sou a estátua cega, sou de dentro, e por dentro
me perdi.

 José Agostinho Baptista

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4 comentários:

  1. ...e por dentro me perdi...

    Lindo.

    Beijo

    Ana

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  2. Lindo o poema... ótimo tema.
    Serei apenas um homem sem nome..... que sem ser dito pelo poema, está à procura de ti!
    Beijos de um homem feioso e simples......

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  3. Uma boa escolha poética.
    Gostei.
    Helena, querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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  4. Helena,
    "...Sou de dentro e por dentro me perdi..."
    Esta frase diz tudo e cala-nos por dentro...
    Belíssimo poema.

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