21.11.12


  As noites vestem-se de branco e os dias são de faz-de-conta. 
Eu deixo-me ficar, rainha de folhas soltas ao vento, amores primaveris, cartas sem destinatário. Sozinha, que não se partilham silêncios como se fossem bolachas, almas como bocadinhos de rebuçados de café. De coração cheio, que os filtros são mudados, o amor-próprio aquece e a voz é de porcelana. Eu vivo em nuvens-unicórnio, bules de chá que giram num frenesim caótico. Não me importo. Tenho-me a mim, de sóis perdidos. Eu que nunca sou de nada, e tenho sempre tudo.

  Inês

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Um comentário:

  1. A solidão é triste, mas também faz-se necessária em certa ocasiões.
    Também sou assim de nada mas que tem tudo...
    Talvez porque me permita momentos de solidão.
    Abraços a si e a este cantinho todo terno...

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