20.11.12


 
Chegas a casa com as mãos
cheias de sacos e vincadas
pelo esforço. o silêncio é escuro
antes de acenderes a luz; depois
o silêncio é o mesmo, mas ilumina
a solidão nos objectos da casa. largas tudo
logo à entrada. acendes a luz fria da casa
de banho. pegas no elástico, agarras os
cabelos, escuros. e lavas o rosto. ele
vai ficando na água. até que o faças
escorrer pelo ralo: sem nenhum som.

 Bruno Béu  

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Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho do blog, me senti confortavelmente abraçado pelo aconchego desse espaço. A música tão terna, imagens tão belas e tantos textos que me fizeram deleitar na leitura!

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