3.1.12



Invisibilidades

Mastiguei um pedaço de luz e
desenhei, por inteiro, o vazio e
a nudez de um rio,
como se a memória adormecesse sem pesadelos,
nem muros-caiados-de-silêncios…
Só as sombras eram brancas, frias,
(des)luadas na noite que me dormia…
Despenteadas…
Bailarinas invisíveis,
que me consomem vampiras,
o sentir e o ver...

Almaro

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