2.1.12



Escuro

Pergunto-me desde quando
deixou de haver futuro
nas janelas.
Janeiro dói nos olhos
como areia
e tu e eu estamos para sempre
sentados às escuras
no Verão.

Rui Pires Cabral

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Um comentário:

  1. Do âmago do sentir! (Des)sentir talvez fizesse o renascimento (...) Mas exigi-se assim o tempo que soltemos as velhas malas no caminho.

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