13.5.11


Soluços

O meu céu não anda cor-de-rosa.
Nem estrelas existem nele mais.
Tem neblina encobrindo a madrugada
tem insônia me tirando a paz.
No meu relógio, as horas já não passam
e de cada minuto passado sou refém
o meu canto está vazio e apagado
no meu peito a saudade vaivém.
A tristeza e o tédio se misturam
as lembranças têm cheiro de menta e muita dor
os soluços da alma fazem de mim um fervedouro
o chão abriu-se e engoliu meus pés
as lágrimas ficaram mais salgadas
e, inesperadamente, surfam em meu convés.
Dentro dos nós presos na garganta,
o coração palpita com a força de um furacão
e a dor urra em decibéis de um trovão
é o preço a se pagar por um amor ido e não tem remédio.
É a vida acontecendo sem que entendamos a sua razão.

Rosa Berg

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2 comentários:

  1. Eu queria escrever luxuoso.
    Usar palavras que rebrilhassem molhadas e fossem peregrinas.
    Às vezes solenes em púrpura, às vezes abismais esmeraldas, às vezes leves na mais fina seda macia

    Clarice Lispector

    Bom FDS e beijos meus...M@ria

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  2. Uma emoção de presente, num final de noite de sábado, nos acasos que não sei se os são. Seu blog presente na minha alma e minha alma escrita presente em seu blog. Beijos Rosa Berg

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