10.4.11

ontem a morte passou por mim na rua
vestida de preto
cambaleante e desmazelada
com um carrinho sem rodas que arrastava
deixando marcas no pavimento

ontem de arrepio
acendi uma vela
vermelha. pingava, pingava
como se chorasse

ontem mais uma vez o de sempre
a morte à frente
e tu ali estendido sem nada poder fazer

(quanto tempo mais vou ter que te ver morrer?)

sophiarui

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2 comentários:

  1. oi Helena...

    lindo poema,

    mas denso e profundo...
    não conseguiria escrever assim,por isso não sou poeta...

    lindo fim de domingo
    beijinhos

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  2. Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe.

    Caio Fernando Abreu

    Amor & Paz na nova semana! Beijos meus...M@ria

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