3.10.10

Descem as pálpebras sobre
o sono vigilante.

É preciso, amor,
dar um nome a esse instante.

O que em nós sobra
à maré pertence.

Sabem à flor oclusa da resina
as esporas molhadas dos teus flancos.

O nosso tempo, amor. Tempo
líquido sulcado
de submarinas galeras e corvetas.

Há um relógio nupcial parado
suspenso entre nós dois.

Albano Martins

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Um comentário:

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...