23.8.10

Candelabro

Num quarto vazio e pequeno, só quatro paredes,
e cobertas com tecidos inteiramente verdes,
um belo candelabro está aceso e arde;
e, em cada chama sua, abrasa-se
uma paixão lúbrica, um impulso lúbrico.

No pequeno quarto, que brilha alumiado
pelo forte fogo do candelabro,
não é absolutamente habitual esta luz que jorra.
Para corpos tímidos não é feita
a volúpia deste calor.

Konstantinos Kaváfis
(trad. de Ísis Borges da Fonseca)

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5 comentários:

  1. [nesse quarto vazio onde qualquer luz se torna a sombra, navegante, salteadora, errante]

    um imenso abraço,

    Leonardo B.

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  2. Cada vez que passo por aqui emociono-me, lindo seu blog, imensa demonstração de carinho. Um abraço!

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  3. ¡Qué cuarto!, en realidad las habitaciones guardan tantos secretos.
    Un beijo.

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  4. Muito agradável o texto.

    *Entre o sonho e a realidade eu prefiro a realidade que me permita sonhar. http://jefhcardoso.blogspot.com

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  5. Lindo texto que mexe com nossos sentidos e nos fazem sonhar. A imagem é apaixonante e une com perfeição ao texto.
    Seu canto é acolhedor e prazeroso de estar.
    Beijos

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