16.6.10

Desperto mais uma vez pro desconhecido
Brota em mim uma esperança
renovadora

Com traços leves componho o início da obra
num virgem tecido
Não desenho o ontem, nem crio o amanhã,
me entrego despercebido

As nuances radiantes enchem de luz a palidez
do pano emoldurado
A pintura se torna imponente, me traduz ironicamente
me deixa sufocado

Naturalmente calo em mim a razão, a arte me livrou,
roubando meus lamentos
Levanto pro hoje como um quadro em branco,
livre de sentimentos

Marcos Paulo Campos

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4 comentários:

  1. Teu blog sempre lindo... em todos os sentidos.

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  2. Oi Helena...

    Que linda esta entrega ao acaso, ao destino, ao agora!
    Adorei sua visitinha no tempo do jogo rs
    Um beijo

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  3. gusto y palcer, es siempre estar aquí.
    un abrazo

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  4. Olá, Helena. Muito obrigado por compartilhar meu escrito, fico muitíssimo feliz.

    Beijo grande.

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