24.2.10

O tempo que o sono come

O verde gelou, e as almas perdem-se rasteiras, sonâmbulas.

Tudo agora tão branco e esquelético,
e um cheiro a incenso e alfazema,
como se estivéssemos guardados, desde sempre, numa gaveta.

A madeira range quando pensamos respirar,
como um aviso, uma ameaça velada,
e há um choro tardio que fica para trás...
uma ladainha breve a marcar o tempo que o sono come.

Alma Kodiak

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5 comentários:

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...