Estou na praia. É um dia excepcionalmente quente. De repente um golpe de vento arranca-me o chapéu de palha erguendo-o tão alto que parecia um papagaio lançado de cima dum monte. Corro pela areia tentando apanhá-lo mas ele vai velocíssimo. Continuo a correr. A areia queima-me os pés saltam-me lágrimas dos olhos. Não posso correr mais. Não consigo continuar sem regressar. Sinto-me desesperada. Caio no chão. Vou ficar aqui morrer queimada. Depois claro o chapéu poisou simplesmente a meu lado. 8.2.15
Estou na praia. É um dia excepcionalmente quente. De repente um golpe de vento arranca-me o chapéu de palha erguendo-o tão alto que parecia um papagaio lançado de cima dum monte. Corro pela areia tentando apanhá-lo mas ele vai velocíssimo. Continuo a correr. A areia queima-me os pés saltam-me lágrimas dos olhos. Não posso correr mais. Não consigo continuar sem regressar. Sinto-me desesperada. Caio no chão. Vou ficar aqui morrer queimada. Depois claro o chapéu poisou simplesmente a meu lado. 7.2.15
Ligas-me, e eu por segundos imagino a conversa e treino a compostura, recolho um soluço que me empata o ar, carrego um canino sobre o lábio inferior, quase sangro nem noto, e fecho a boca para que por ela não me saia, disparado, o coração aflito. Ligas-me, e eu não atendo, poupo-te ao embaraço e ao inferno das explicações, aos olás de circunstância, deixo que toques e toques e que vás por fim parar às mensagens. Ligas-me, e eu espero, desejo e espero, que despejes para um gravador o teu erro, o teu tédio, o teu gozo, os pedidos, as desculpas, as incríveis novidades do mundo ou, quem sabe, a precisão dos beijos empoeirados que esqueceste e deixaste em mim.6.2.15
5.2.15
Durante anos procuramos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capazes de nos oferecer a felicidade, apesar das duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho. 4.2.15
A mulher que não era bonita3.2.15
Cruel coração 2.2.15
Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que o das outras pessoas. Isso incomodava toda a gente. Por causa do barulho…1.2.15
Indiferença 31.1.15
30.1.15
29.1.15
Oração aos vivos para que sejam perdoados por estarem vivos 28.1.15
Para dançar um tango 27.1.15
Da infância26.1.15
do sapato esquerdo e do sapato direito
ela vê a vida desfilar-lhe diante dos olhos.
consegue calçar o sapato direito.
Judith Herzberg
25.1.15
Máscaras
Oswaldo Antônio Begiato
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
24.1.15
Ressurgência
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ponto final
Ela não sorriu. E ele descobriu que a amava.
– Aonde você vai?
São muitos os dias em que os meus bolsos estão vazios.