Nessa cena
Imensa saudade. E nunca seremos personagens de qualquer nouvelle vague. Jamais sumiremos de madrugada, fugidos de casa; jamais. Sonho em preto e branco, e a lua prateada mata, e a água do lago, e o meu cabelo solto e tua camisa larga, tudo, tudo naufraga. Imensa saudade: eu nascer de novo, na madrugada, ao te ver, após muitas vezes ter visto sem perceber; mon'amour em Dijon: sinto tua boca descer e me levar ao mundo maior; uma pena não entrares nessa cena. Eu só.
Ângela Vilma
(photo Jean-Marc Bory & Jeanne Moreau)
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