12.3.17


Carta a Helena d'Água em Lisboa

Querida Helena, 
Ver-te não é como ver qualquer pessoa, 
é ver-me pelos teus olhos. 
O que vivemos foi demasiado belo para que nos arrisquemos a perdê-lo na indiferença. 
É assim preciso a coragem que torne o nosso afastamento tão belo como o nosso encontro. 
Só o silêncio nos poderá agora ajudar. 
O silêncio preservar-nos-á dentro de nós, no sítio onde nos encontrámos e onde continuaremos juntos, muito quietos, a olhar-nos 
fixamente nos olhos. 

 Nós não, mas as nossas almas saberão de nós.

  Pedro Paixão 
(photo Mary Pickford)

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