13.10.16


Nudez indesejada

Rompo o branco desta paisagem com tinta preta, em gel. Preto e gelatinoso tem sido também o meu pensamento desde que o vi completamente nu, sem o seu cavalo branco. Uma linda e frágil silhueta surgiu: a força, a imponência, a altivez cederam espaço. Onde estaria a armadura medieval, o aparato de guerra? O que fazer com a ausência de roupas? Eu já não as uso há um bom tempo, sei bem lidar com a minha nudez; não com a sua. Melhor vestir-se! Faz frio - não saberia como protegê-lo, sei apenas rezar. 

  Lou Vilela
(photo Yul Brynner)

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