21.8.14


Das cadeiras com asas

É que às vezes eu sento e observo a vida.Tento entender sua beleza mas, ela vem a mim como uma obra de arte difusa e sem nexo. Percebo que é difícil compreender a arte quando não se faz parte dela. Ao estar alheio a vida, compreendê-la se torna algo monótono e confuso. Bom mesmo é entrar nessa arte e colori-la ao seu modo, deixá-la com as forma do seu sorriso, do seu amor. Surpreendente é perceber que não há explicação para o seu Sol que brilha de noite e sua Lua que enfeita o dia. Na sua fantasia você tem os pincéis, então esboce o caminho de volta ou o caminho de ida. O importante é não ficar sentado em sua cadeira vendo a vida passar, a não ser, que nela você pinte asas e atrás dos sonhos você se ponha a voar.

  Roberta Blá

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