Estudo sobre a solidão
Casa velha, morada antiga essa minha, esse corpo meu.
Já não me lembro quantos aqui passaram, as vezes que aqui invadiram e tiraram o sono, a paz.
Quantas e quantas vezes bagunçaram o quarto, mudaram os móveis de lugar, trocaram o gosto da pasta de dentes. Já não me lembro quantas vezes abri as portas e janelas e os vi partir.
Hoje, com o encanamento ressecado, cansado e escorrendo passado por todos os cômodos, respiro fundo e permito que aquele apertando a campainha, entre.
Abro as portas e janelas, eu permito.
Sempre penso: Pode ser o encanador!
Larissa Minghin
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