Os pratos que me deu minha mãe
estão já sem brilho e fora de moda.
Quando os limpamos
olham para nós como doentes em agonia,
sem entender o que queremos nós deles.
Mas são os pratos que me deu a minha mãe,
que nunca mais me dará coisa nenhuma.
Se um dia nos decidirmos a tirá-los,
decerto ouvirei a sua voz na minha cabeça:
"As coisas, filha, são apenas coisas".
Minha mãe não está num prato.
Minha mãe está no pão que eu como.
Ana Pérez Cañamares
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Helena...Veio-me cá uma lágrima
ResponderExcluirouvindo minha mãe também.
bisous amiga estimada,boa tarde
Uma bela pancada na memória afetiva já quase esquecida.
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