19.3.14


Arinque 

Carrego no peito um coração-âncora. Que escapa por entre minhas mãos. Afunda nas águas que me cercam. E, no fundo, repousa. Velho e pesado. 

Carrego no peito esse coração-âncora. Que me ata sem amarra. Que me prende – com seu peso de ser – a um lugar onde não sei mais pertencer.

 João Célio Caneschi 

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