18.6.13


O sal das memórias

As suas mãos, pousando-se na harpa,
paravam-se no arco da memória.
Ausente de rugidos.
Os gemidos do tempo percorrendo
em sal outros gemidos.
É que a casa era branca e muito ampla,
de tectos recortados.
Só saber-lhe a presença
lhe bastava.
Que sim, ela assentira,
defronte a poliedros
de mil
lados.

Ana Luísa Amaral 

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Um comentário:

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...