12.6.13


Era um violoncelo pousado numa casa em ruínas, no meio de uma tarde que corria em contra-luz. Uma casa ressuscitada por um violoncelo e uma voz incontida ao primeiro acorde. E depois, o despertar dos gestos e o calor que se acendeu apesar do frio e da arca vazia. Provavelmente vazia e tão cheia de histórias. E na janela maior flores inesperadas e mansas como o rio que corria perto. Ontem foi dia de dias assim. 

  Marta Vaz

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Um comentário:


  1. [do que somos,

    da matéria onde somos o projecto dos sonhos
    e dos sonhos, as cinzas
    do que fomos.]

    um imenso abraço, Amiga Helena

    Lb

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