Olho-te em fotografias gastas
Tumultos quebrados onde o espaço treme em frenesim
Restos imprecisos de cicatrizes envelhecem como adereços
Num excesso estalado de miragens, agitam-se fantasmas na água
Dividindo-se em relâmpagos
Ciclos de ausência voláteis onde te pressinto na espuma das marés
Abrem-se clareiras no tempo
E o sabor a lucidez é modelado na voz
A loucura vagueia pela transparência
Desprendendo-me indecisa nas imagens tocadas pelo furor da
nitidez
Maria Sousa
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Um blog cheio de magia poética, que nos transporta para outra dimensão. Adorei e vou seguir o teu mundo a preto e branco.
ResponderExcluirBom domingo.
Bjs