Tanto silencio...
É no silencio que te encontro,
escondida em salas vazias e sem cor.
É na calma do entardecer que embalo
as saudades do teu sorriso rasgado
que me envolvia como uma criança feliz.
E nos canto da solidão nego e renego
que alguma vez tenha tido a opção de ter...
inteira... sublime... minha e só minha.
Porque só assim consigo olhar em frente.
Como pude deixar...
Como deixei que o tempo me turvasse a alma
perdida em questões distantes,
quando tu estavas tão perto, e eu não te ouvia.
Como deixei que as horas passassem
e os risos e lagrimas se perdem-se para sempre
porque o urgente era nada,
e o teu toque uma certeza eterna.
Como não vivi?!?...
E agora... É nesse mundo de certezas absolutas
de momentos demasiado efemeros que me encontro...
repousando na saudade e na ausência
envolto nos bilhetes amarrotados que trocamos um dia.
Tantas palavras, tantas promessas e tantos sonhos!
E tanto silencio...
António Silva
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