10.11.12


Peça ligeira 

 Uma estação sem ninguém nas plataformas,
 Um banco na avenida e ninguém perto, 
Um armazém abandonado, 
O fim de uma via de manobras, 
Um autocarro vazio, 
Um jardim solitário, 
Um comboio sem luzes, 
A madrugada, 
Um oco. 
Eu. 

  José Ángel Cilleruelo 

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Um comentário:

  1. Cinco letras…
    Cinco pontas de cadente perdida na aurora
    Na loucura de alguns instantes escrevo
    Descalço vou adiante num ir longe, embora

    Solto das mãos murmúrios sussurrantes
    Do basalto explode um bando de pombos bravos, alguns negros
    Há um livro branco apenas com a palavra ausência
    Há uma carta de marear para um rumo de mil segredos

    Flores de solidão crescem em pedaços de fria lava
    Um espantalho saltou-me do bolso a remexer
    Uma sombra desceu a janela e tocou-me
    Cerrei olhos para sentir o que não queria ver

    Luminoso fim de semana


    Doce beijo

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