7.11.12


Não sou dona de nada

Não sou dona de nada
nem muito menos podia sê-lo de alguém.
Tu não devias temer
quando te estrangulo o sexo,
não penso dar-te filhos, nem anéis, nem promessas.

A terra que tenho é nos sapatos.
Minha casa é este corpo a parecer uma mulher,
não preciso de mais paredes e cá dentro
tenho muito espaço:
este deserto negro que tanto te assusta.

 Miriam Reyes 

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Um comentário:

  1. também não sou dono de nada e se se poderá dizer que sou dono só o serei do saber ler imensa Poesia que me é dada na riqueza deste espaço.

    até
    (faz muito tempo que estive ausente dos blogues. mas não é sinónimo de esquecimento de com quem partilhava).

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