16.10.12


 
  Labirinto
 
 Portas que desaguam em novas portas 
Corredores, corredores, sem fim, sem fim. 
Forças tento encontrar em mim 
 Para renovar as esperanças mortas. 
 Toda vida não é assim sem saída? 
 Sem respostas finjo-me de forte 
Porque há esperança tendo vida 
E sigo, abrindo portas e fechando, 
 Lutando, tentando, errando 
 Por lugares que são sempre iguais. 
Só meus próprios passos são audíveis 
 Em meio ao silêncio e à solidão terríveis 
 À procura da luz que não verei jamais! 

  Sílvio Persivo 

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