16.8.12



Sobre a eternidade

Perguntaste-me há quanto tempo
as folhas se levantam sem cair.
Falavas se calhar da eternidade sem querer,
da mesma forma inocente com que adormecias
ou pousavas o copo de vinho sobre a mesa.

A única forma encontrada
era a breve inocência das coisas
repousada na tua própria dúvida.

E eu tinha a certeza que não eras daqui,
como eu sou,
como ninguém é.

Verificados todos os silêncios.

António Quadros Ferro

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Um comentário:

  1. Gosto muito das tuas escolhas poéticas. Tens bom gosto... Este poema não foge à regra, é magnífico.
    Beijo, querida amiga Helena.

    ResponderExcluir

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...