24.7.12



Na casa à beira da estrada

Na casa à beira da estrada
Mora alguém que já morreu

As janelas abertas já não olham
A porta fechada já não fala
O telhado caído já não cala
Intimidades de amor.

Moram lá o sol e a lua
E estrelas, quando há.
A chuva e o vento
Também moram lá.

Na casa á beira da estrada
Mora alguém que já morreu.
Na casa à beira da estrada
Moro eu.

Jorge Freitas

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...