28.3.12



recaída

nada mudou. caminho em círculos.
à mais efémera alegria
sobrevirá já que o persigo
o caos talvez nas manhãs frias

do outono inexistente e azul
ou nas notas falsas de um blues

nordestinado ao som da lua
cheia. mentiras de poeta.
perdida há muito em meio à bruma

desaprendi de ver. de crer.
de chorar? não. e de morrer?

Márcia Maia

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2 comentários:

  1. Sempre há recaídas, mas como eu me revejo neste poema!
    Beijo

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  2. Ah!... como me revejo em cada uma das tuas palavras!!!

    Beijos,
    AL

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