12.1.12



desAlinhados

dias há, em que o ponteiro cessa
com o gasto correr do tempo
e na escuridão do quarto assomem incertas certezas:
a eternidade é doce taça de cicuta

dias há, onde a noite entra pelo dia
arrastando as rosas com o temor
do vento de lâminas afiadas,
beijando os enfermos em leito de rios

dias há, onde não vejo a sombra
nascer dos meus pés
e o destino é mera travessia
sem provável regresso

LauraAlberto

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Um comentário:

  1. [a palavra,

    reconstrução dos breves passos do caminho,
    com o vagar, com a urgência do poema]

    um grato e imenso abraço, Amiga Helena

    Lb

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