20.12.11



O Cavalo do Louco

Comprei um cavalo a um louco.
Tinha-o desenhado ele mesmo
e era de resto um cavalo perfeitamente vulgar
excepto os olhos que ficavam nas ventas.
Tinha-o feito assim
de propósito: para as pessoas estarem bem certas
da sua loucura
e comprarem melhor.
Eu comprei.
Pensei no cavalo: ele ficaria no pinhal
à tarde quando o sangue corre das orelhas do sol.

Pentti Saarikoski
(trad. de Egito Gonçalves)

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