11.6.11


dedos em fuga na impressão da sala

ela costumava andar com os dedos grandes do pé em bico
como se fosse bailarina em pontas
como se pudesse suspender a gravidade das terras e das cadeiras
e se impusesse sem lei por todo o ar
depois circularia por aí como vento
e inventaria a linguagem própria dos mantos
que nunca cobrirão os rostos de uma tez abrilhantada

as rugas a imporem-se
os restos de areia nas unhas já compridas
dedos esguios de magros
a cadeira da sala quieta na ausência dela
era já a hora que se tinha ido
nenhum som
os dedos lá

sophiarui

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2 comentários:

  1. Gostei do poema.
    Nunca tinha lido nada do autor.
    Minha amiga Helena, desejo-te um bom Domingo e uma boa semana.
    Beijos.

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  2. Vim fazer a minha primeira visita
    Deixar um beijo e,,,

    poesia



    Sempre com Esperança
    Sempre a pensar...
    Que o amanhã é outro dia...

    Pois sem Esperança...
    É difícil viver...
    É difícil amar...

    E eu como sonho...
    Tenho sempre Esperança...
    Mas por vezes...

    Não passa apenas disso...
    Só mesmo Esperança...
    Mas vou continuar a sonhar...

    Pois tenho a certeza...
    Quando a Esperança acabar...
    Já não valerá a pena cá estar!...

    LILI LARANJO

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