4.5.11


Parada dentro de ti

estou parada dentro de ti
parada e desfalecida
porque o ar me foi roubado
pela tua boca
e o meu corpo permanece aprisionado
na memória das tuas mãos de nuvens claras
mãos que romperam os véus negros
que me escondiam de mim
e onde a paixão existia
adormecida

estou parada no movimento
perpétuo das marés
onde o mar do teu corpo
se desfaz nas areias escaldantes
do meu querer

estou parada nos céus
infinitos dos teus olhos
que me arrastam
para o abismo azulado
inolvidável
que se revela
na tua presença

mesmo que a ausência
me atormente
ficarei sempre parada
dentro de ti

MT-Teresa

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Um comentário:

  1. Olá, Helena! Quanta alma há neste poema. Ao ler tomei um pouco dela emprestada. [sorrio] Parabéns pela escolha do texto! Abraço!

    Convido para que leia e comente algo no http://jefhcardoso.blogspot.com/ Espero que curta. Valeu!

    “Que a escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia” (Jefhcardoso)

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