11.2.11


Mulher de véu

Embaixo deste véu, caldeira fria.
Por cima dos meus olhos,
doce agonia, escondida na aderência
do momento mágico que desnudo
com olhos de gato pardo perdido.
Penso, o que me faz tão ausente?
Desejo incandescente de mulher-andorinha
acostumada sempre a fazer verão.

Cláudia Villela de Andrade

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2 comentários:

  1. o teu amor pela poesia é de grande rigor na beleza das palavras.
    confesso que não conhecia a autora, mas enormizo a tua escolha... "mulher-andorinha".
    deixa-te da paixão pelo verão e acostuma-te a qualquer Estação, a qualquer dia. levanta esse véu e revela a caldeira-aquecida... escondida, adormecida, desconhecida.

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  2. Certas coisas se juntam de maneira tão inexplicável
    Que eu chamo isso de Deus

    Caio Fernando Abreu

    Bom Fds e beijos meus.....M@ria

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