11.1.11


Sol de Janeiro

Nunca tanto como hoje reparei com atenção
na luz do sol de Janeiro. Forte
mas delicada. Furtiva mas
demorada. Não arde nem faz tremer.
Não é densa nem clara. A luz
do sol em Janeiro.

Assim é o nosso amor
oculto pela tinta dos dias apenas
espreita uma aberta
(uma distracção das nuvens)
para luzir e irromper
(nunca antes como hoje precisei
tanto que o vento lhe desse oportunidade)

O nosso amor é Janeiro:
mesmo se o julgo esquecido
sei que está sempre lá.

João Luís Barreto Guimarães

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2 comentários:

  1. Sabe bem o sol de Janeiro, mas nunca nos faz esquecer o desejo de outros sóis...

    Beijo :)

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  2. Longe...as tardes de vento que batiam nas janelas
    e espalhavam meus projetos pelo chão.
    Hoje, apenas rabiscos denunciam
    que uma alma esteve aqui.

    Basilina Pereira

    Bom dia........Beijos...M@ria

    ResponderExcluir

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