31.1.11


Não sei como chegar à tua casa perdida,
a tua casa emaranhada nas antenas
como um trapo miserável, esquecido.

Não sei como entrar no teu bairro na tua vida,
a tua vida de puzzles e de palmeiras,
o teu bairro de lata e de armaduras.

Não sei como ir da minha vida à tua rua,
a tua rua cheia de perguntas,
a minha vida estranha sem respostas.
Mas chegarei. Porque tu me chamas.

Belén Sánchez
(trad. de Ana Teixeira)

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Um comentário:

  1. Tem lugares que não sabemos chegar, mas chegamos: sempre há quem nos chama...
    - às vezes não! Mas são outros casos...
    (...)
    Um texto com belíssimas analogias, com um quê de romantismo intimista! (Sei lá... Acho que inventei isto! :B)
    Abraços meus.

    *Você não os pare, mas é uma bela mãe... Sabe aquela que adota filhos órfãos? Pois é. Às vezes nem todos tem paciência de adular suas crias!

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