9.1.11


ando para escrever poemas da minha infância,
de quando eu tinha um dígito de idade e as
coisas eram tão grandes que os meus pés não
alcançavam o chão. lembro-me de um baloiço
na casa dos meus avós e de uma pedra que
guardava os meus segredos no monte. a minha
irmã sentava-se à chinês e contava um a um
os dias. hoje, nesses lugares, estão os muros,
os prédios, as portas com fechaduras magnéticas,
barreiras que o tempo construiu, de tal ordem que
se não fosse o coração existir, eu nunca tinha
sido pequenina. faz-me falta a inocência,
mas faz mais não pensar nela.

alice macedo campos

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2 comentários:

  1. Quanta nostalgia nestes versos... uma delícia!

    Feliz 2011, Helena, cheio de inspiração e poesia...

    Bjs.

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  2. Olá queria parabenizar você pelo blog e pedir que visita se o meu simples blog: informativofolhetimcultural.blogspot.com será uma honra ter a visita tua lá. Espero que goste...
    Ass: Magno Oliveira
    Folhetim Cultural

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