25.12.10


Sotão

Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas. Criaturas fictícias, escalpelizadas
e sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal
lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.

Fiama Hasse Pais Brandão

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4 comentários:

  1. Helena, adorei seu blog, muito lindo...
    SEus textos, as imagens, tudo aqui é belo!
    Parabéns pelo Dom.
    FELIZ NATAL!
    Beijão.

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  2. Helena,

    Como são boas e melancólicas as nossas recordações guardadas no sótão de nossas memórias!!Lindo...

    Já desejando um Novo Ano repleto de muita Paz & Amor...muita poesia e realizações!!

    Um beijo!

    Reggina Moon

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  3. Doce Helena,
    Minha linda , fizemos uma postagem de final de ano, que cabe no seu coração que esteve conosco...
    bjs grandes muito amor e paz!
    Lulu & Sol

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  4. A saudade devora todas as emoções!...

    Beijos!
    AL

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