25.9.10

Mulher de Minutos

Não sou mulher de minutos
Daquelas que os segundos varrem
Para debaixo do tapete sujo
Não pinto os cabelos de fogo
Nem faço tatuagem no umbigo
Me recuso a usar corpetes e cinta-liga

Há sementes em meu ventre
São poemas que ainda não reguei
Prefiro guardá-los em silêncio
Até que o tempo amadureça meus minutos
E a vida me contemple com seus frutos

Não borro meus cílios com a solidão da noite
Nem pinto meu rosto com a palidez das manhãs
Meu corpo é feito de marés
Onde navegam mil anseios
Veleiros sem direção
Estou sempre na contramão

Mônica Montone

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6 comentários:

  1. Boa tarde! Passando para uma visita. Lindo poema! Linda música!
    Abraços!
    Carla Fernanda

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  2. belleza de texto. me encanto.
    besos

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  3. Falar de amor e luas de setembro
    deixa-me um vento frio de esperança,
    mas quando o verso vem todo acertado,
    não acontecem sóis de primavera.

    Nathan de Castro

    Saudações Poéticas!! M@ria

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  4. Helena...

    Que poema lindo! Essa é uma mulher especial, com personalidade e sabe o que quer. Não é uma mulher vil.
    A fotografia está sensualíssima e maravilhosa, e não parece foto de internet.
    Parabéns pelo post.
    Um beijo grande.

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