16.9.10

Lena

Dentro do valle, ao lado de uma penha,
de onde caindo um fio de água canta,
a casinha de Lena se levanta
ficando bem de frente para a brenha.

Mira de longe quem na estrada venha
entre a verdura da fecunda planta.
Alli, a voz de Lena em tom que encanta,
esconde o som monótono da azenha.

A água que escorre pelo valle a dentro,
vae na ravina humedecer as flores;
e eu só para escutá-la, me concentro.

Amo-a e fujo-lhe a medo... Disse alguém
que ella, uma vez, falando-se de amores,
jurou nunca na vida amar ninguém.

Álvares Bezerra

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3 comentários:

  1. Respiração

    Respiro.
    E sei,
    assim,
    Que já vieste!

    -Há uma rosa
    Na manhã agreste...

    Pedro Homem de Melo

    Deixo-te a ternura de um abraço.
    Helena

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  2. Bom dia Helena,

    Que coisa mais boa receber sua visita no meu blog. Sinto também saudades de sua presença.
    E que coisa mais boa ainda vir aqui e poder me encantar com esse seu belíssimo trabalho. Quanta gente boa reunida. Quanta!
    E que música!
    Parabéns. Sempre.
    E sempre obrigado.

    bjos.w

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