18.8.10

Residência no ar

Não sei o que me convém,
se uma casa segura,
janela, quartos e trincos
ou se as portas todas abertas,
se residência no ar.

Não sei o que me convém,
se uma casa encerada,
a família pro jantar,
ou se ventania na estrada,
se residência no ar.

Não sei o que me convém,
se uma casa caiada
com horta, jardim e pomar
ou se andarilha no mundo,
se residência no ar.

Roseana Murray

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2 comentários:

  1. Olá querida Helena,
    Interessante poesia, eu penso que nós nunca saberemos o que nos convém e morremos sem saber! Vamos experimentando entretanto.
    Daqui parto vestida de poesia e deixo muito carinho para ti.
    Manuela

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  2. A liberdade de ser dependerá sempre das nossas escolhas!

    Lindo poema!

    Beijinho

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