19.7.10

Sobretudo as vozes

Fazer-se centro e desaparecer. Nem a flor existe fora de um mundo em formação, nem o seu brilho atinge quem é pedra na corrente. Mudar de rumo, amar o que não existe – breve e repetidamente. Sempre só isso. Na flor do cardo, na interrogação de um gato, na busca da justiça. Quando o chão foge debaixo dos pés, há uma música que nos suporta.

Silvina Rodrigues Lopes

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2 comentários:

  1. Helena
    Que suave esta postagem, está um primor! Aqui faço uma viagem deliciosa e mágica. Abraços com ternura da Fada do Mar Suave.

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  2. Quanta delicadeza!!!

    Passando pra deixar um beijo!!!

    Saudades desse cantinho tão acolhedor!!

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