5.7.10

Bendigo os diamantes que respingam na vidraça

Benzi-me de água benta e minha loucura foi perdoada
Ainda pouco fui santa, mas ninguém acreditou
O hábito não me coube / o hálito me queima a fala
Rogo por minha insanidade de volta
Preciso molhar o corpo trêmulo / deitar na terra fria
O céu desaba em mim como remissão dos pecados
Agradeço a chuva ardida cortante feito navalha
Afiada e ácida
Choro

Nesse instante um raio ilumina minha vista
Estou nua de tudo
Só / molhada / louca
E salva.

Márcia Rehen

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

2 comentários:

  1. bello, bello texto.
    un abrazo

    ResponderExcluir
  2. Querida amiga.

    Que palavras intensas.
    Senti-me a molhar,
    com as gotas da chuva da vida...

    Gotas que nos devolvem
    a nós mesmos
    e assim,
    nos salvam...

    Dias de paz para ti.

    ResponderExcluir

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...