25.7.10

aberta a porta do mar imenso

a minha mão repousa sobre o teu corpo,
e sei que sou mortal.

nada te dou que seja só meu.

ofereço-te sombras sulcando a beleza das coisas
pedras preciosas de barcos e viagens ao sol
reflectidas na prata do tempo.

flutuam nelas a água da minha solidão
e o imponderável infinito
que nos separa.

terás sido outrora uma chama
que se desfez no meu peito em perfume
de rosas.

maria azenha

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