4.5.10

Estranho-me

Estranho-me
Quando de negro me visto
E de silêncio me calço...

Nasceram-me ilusões
Nas pontas dos dedos...
Escreveram um castelo
Alto demais
Não lhe chego...

Abraço-me ao cansaço
Que me ampara
Na curva redonda
Do nada...

Invadem-me
Insignificantes sensações
Alma submersa
Em constante desassossego

Rendo-me
Descanso-me...

Lurdes Dias

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2 comentários:

  1. lindo poema....lendo ele,senti um certo cansaço,uma certa melacolia....

    lembrei desta canção do los hermanos http://www.youtube.com/watch?v=C2i5XiYmgq4

    ....veja se gosta...

    um beijo,

    meu carinho pra vc^^

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  2. excelente, ese disimulo de tristeza me gustó.
    besos

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