25.4.10

Visita

Que ela chegue
sem clarins ou trombetas,
entre como facho de luz
pelas gretas da janela
e atravesse o quarto
na sua claridade.

Que ela chegue
inesperada,
como a chuva
na tarde calorenta
e faça subir o odor
de poeira molhada.

Que ela chegue
e se deite ao meu lado,
sem que a perceba.
Que me lave
com água da fonte
e me cubra
com o bálsamo branco
do silêncio.

Donizete Galvão

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

2 comentários:

  1. muy triste tema...
    besos

    ResponderExcluir
  2. Gracias helena por los recuerdos que nos haces vivir.Cuando puedas te pasas por mi blog Juan Nunez en la entrada premios DARDOS te espera tu premio está al
    medio del blog ,espero lo aceptes porque te lo mereces.
    un abrazo.

    ResponderExcluir

"Há demonstrações de carinho que nos imensam!"
Manoel de Barros

Demonstre seu carinho...